Após flexibilizar o controle de erros e permitir propagandas, Bolsonaro recua nas mudanças em livros didáticos

Publicado em 09/01/2019 às 18:56 por Redação
O governo de Jair Bolsonaro recuou da mudança nos critérios de avaliação dos livros didáticos, depois que a medida foi divulgada (veja aqui) pelo jornal Estadão. Tinham sido retirados do edital a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão.

Outros trechos que haviam sido mudados também foram modificados agora. Portanto, o texto agora vai manter a menção de que ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”.

Outro trecho suprimido – e que também será retificado – dizia que as obras deveriam “promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo, valorizando seus valores, tradições, organizações, conhecimentos, formas de participação social e saberes”.

Metade de um item que se referia às mulheres havia sido cortado. Ele dizia os livros deveriam dar “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher”.

Em nota, o governo informou que “os erros foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC e envida ao FNDE em 28 de dezembro de 2018. ” O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, vai tornar “sem efeito” o aviso de retificação do edital.

O texto diz ainda que o “MEC reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital.”

As mudanças foram feitas no anexo 3 do edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que fala sobre os “Critérios para Avaliação das Obras Didáticas”. A data do documento retificado é de 28 de dezembro, quando a equipe de Bolsonaro trabalhava na transição dentro do MEC. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do dia 2 de janeiro, quando Rodriguez já era o ministro.


Via Estadão

PUBLICIDADE

Prefeitura de Ouro Preto quer ouvir os artistas da cidade

Conselheiro Lafaiete define os treze vereadores


PUBLICIDADE
COTAÇÃO HOJE

Gerdau inicia dezembro com vagas de emprego em vários estados

Idosos tendem a compartilhar mais "fake news"

O TRIBUNA LIVRE

Direção e Proprietária: Marisa Hilário
Editoração gráfica: Tribuna Livre
Direção de mídia: Ina Caram.

Colaboradores do jornal impresso e do site:
Organização interna: Izabel Hilário
Administrador e publicitário: Jorge Hilário
Maria do Carmo Batista (in memorian)

REDES SOCIAIS

Tribuna Livre — Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Dash_