Parentes e amigos reconhecem corpo do professor Odilon

Publicado em 09/06/2019 às 12:06 por Redação
Somente o laudo de necropsia, a ser realizado pelo Instituto Médico Legal, poderá comprovar oficialmente; mas todos os indícios apontam que os restos mortais localizados no fim da manhã deste sábado (08/06), em uma mata às margens da BR-040, no bairro São Dimas, em Conselheiro Lafaiete, são do professor, psicólogo, ativista ambiental e ex-presidente da Liga Ecocultural Santa Matilde (LESMA), José Odilon Rodrigues.

Professor Odilon, como era conhecido, estava desaparecido há exatos dois meses e um dia. No domingo, 07 de abril, ele, que sofria do mal de Alzheimer e teria feito 69 anos no mês passado, conseguiu pegar as chaves de casa e saiu para a rua, não sendo mais visto desde então.

Por se tratar de pessoa conhecida e estimada em toda a cidade, familiares e amigos se uniram em busca de informações sobre seu paradeiro. Cartazes foram espalhados por Conselheiro Lafaiete e municípios vizinhos, uma ampla campanha foi divulgada na internet e reportagens sobre o professor Odilon foram publicadas na imprensa local e em telejornais das TVs Record e Alterosa. Apesar de toda esta mobilização, o máximo que se obtiveram foram notícias desencontradas dando conta de que pessoas com características físicas semelhantes às de José Odilon teriam sido vistas nos mais variados lugares; nenhuma delas se confirmou.

Na manhã do último sábado, o corpo do professor foi localizado numa área de mata incrivelmente próxima à rua Barão de Pouso Alegre, onde ele morava. O Portal de Notícias Fato Real conversou com a agente de turismo Clarice Faria, vizinha do professor Odilon e íntima da família: “Cresci a vida inteira com a família dele; a gente já teve um salão de beleza na casa deles. Primeiro tivemos a notícia de que o professor tinha subido a rua antes da casa dele. Depois, soubemos que ele desceu a rua do supermercado Mart Minas, e continuamos procurando. O corpo estava perto do posto de gasolina. A distância em relação à casa dele não dá nem 500 metros. Só que o local é mais profundo, próximo à BR-040”.

De acordo com Clarice, o mais provável é que o professor tenha vindo margeando a rodovia, se desequilibrado, caído e rolado ribanceira abaixo até parar em meio à vegetação, não conseguido depois se desvencilhar dos arbustos: “A gente passou perto deste local várias vezes, mas ninguém poderia imaginar que ele pudesse estar tão próximo e nesta situação. Estávamos focando as buscas no sentido contrário porque foi onde as câmeras o filmaram pela última vez”.

Amigos próximos, familiares e até a cuidadora do Sr. Odilon reconheceram objetos como o chaveiro que estava junto ao corpo, o relógio, calçado e o que restou das vestimentas encontradas no corpo localizado nesta manhã e já reconhecem como sendo do professor. É possível que ele tenha morrido logo no dia que desapareceu.

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