Sindicalista chama vereador de demagogo e critica lentidão da prefeitura de Lafaiete no pagamento de insalubridade e periculosidade

Publicado em 17/07/2019 às 10:22 por Redação
O atraso no pagamento do adicional de periculosidade aos servidores públicos municipais de Conselheiro Lafaiete repercutiu na Câmara de Vereadores. Funcionários não estariam recebendo o abono de insalubridade, ao qual teriam direito, e a situação foi denunciada na semana passada pelo vereador Sandro José (PSDB) ao fazer uso da “Palavra Franca”: “Quando se tem, numa empresa, algum problema que atinge parte da categoria, o sindicato – que é a instituição que a representa – deve tomar a atitude de questionar; e este questionamento pode ser jurídico. Será que o Sindicato dos Servidores Públicos de Conselheiro Lafaiete tomou a providência de questionar judicialmente o não pagamento da insalubridade? Não é questão de haver ou não dinheiro para o pagamento; é um direito e o sindicato seria mais um aliado para que fosse cumprido”.

A resposta ao vereador foi dada pelo presidente do sindicato, Valdiney Delmaschio Alves, em entrevista a Rádio Carijós 92,3 FM “O laudo sobre o abono de periculosidade no município estava vencido desde a gestão passada e vimos trabalhando, desde que assumiu a atual gestão, para regularizar a situação. Um novo laudo foi feito, mas ainda não foi aplicado, embora já se encontre no setor de recursos humanos para ser lançado no sistema”

Valdinei Delmaschio acusou o vereador Sandro José de demagogia ao abordar a questão: “Teve um vereador que foi infeliz na sua colocação quando quis insinuar que o sindicato não estava correndo atrás ou quis ensinar o sindicato a fazer o próprio trabalho. Quero deixar claro ao vereador que, se o novo laudo está pronto e em vias de ser colocado em prática, não é porque a Câmara, mas sim a entidade sindical dos servidores correu atrás”.

O presidente também disse porque o sindicato não recorreu à Justiça para exigir o pagamento do adicional de periculosidade aos servidores com direito ao abono: “O que nos dava sustentação financeira para entrar com ações para representar toda a categoria era a contribuição sindical, que foi cortada. Hoje, quem contribui para o sindicato são os associados; não podemos usar o dinheiro de quem contribui todo mês para beneficiar a quem não contribui. Se o vereador não estiver usando de demagogia, que o sindicato entre como representante legal e ele banque a ação judicial em defesa da insalubridade!”

Por fim, o líder dos servidores públicos municipais dirigiu críticas ácidas à atuação do Legislativo lafaietense: “São vereadores que não fazem nada durante os três anos de mandato; quando se aproxima a eleição, eles querem palco. Nossa entidade não vai dar palco para vereador incompetente. Desde o início do atual mandato, nós decidimos não nos envolver em questões políticas; estamos trabalhando diretamente com a Administração Municipal buscando solucionar os problemas sem desgastes. A atual situação em que se encontra o país deixou nosso município frágil do ponto de vista financeiro. Ainda assim, entendemos que os direitos devem ser cumpridos”, argumentou Valdiney Delmaschio, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Conselheiro Lafaiete, afirmando que a entidade tem feito sua parte na negociação, mas, o prefeito não vem cumprindo a palavra dada em relação ao pagamento de insalubridade e periculosidade e em relação à redução da carga horária das Auxiliares de Serviços Educacionais e Cantineiras.

Requerimentos



O vereador Pedro Américo é o autor do requerimento para que seja encaminhado expediente ao Procurador Municipal solicitando que encaminhe para a Câmara Municipal, com urgência, o Projeto de Lei que reduza a carga horária do cargo de Auxiliar de Serviços Educacionais e Cantineiras.

O mesmo vereador é autor também do requerimento para que seja convocado o secretário municipal de Administração para que esclareça, definitivamente, a questão referente ao pagamento do adicional de insalubridade e periculosidade dos servidores públicos municipais e a concessão de reajuste. A presente convocação se justifica, segundo o vereador, devido à incapacidade do Poder Executivo em dar uma resposta definitiva aos servidores municipais em relação à regularização do pagamento do adicional de insalubridade e periculosidade.

Fonte: Fato Real
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