Após invasão bolsonarista criminosa às sedes dos três Poderes, líderes internacionais reagem e declaram apoio a Lula

Publicado em 09/01/2023 às 00:44 por Redação

Ato golpista é destaque na imprensa internacional e gera a demissão do secretário de segurança do DF, afastamento do governador Ibaneis Rocha, além do decreto de intervenção federal



Líderes internacionais condenaram neste domingo (8) o ataque de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a prédios públicos em Brasília. Os golpistas invadiram e destruíram o Supremo Tribunal Federal, o prédio do Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

A invasão criminosa gerou a demissão de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ele assumiu a chefia da Secretaria de Segurança do Distrito Federal no último dia 2 de janeiro. Torres está na Flórida, nos Estados Unidos, onde também está Bolsonaro.

No início da madrugada de hoje (9), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afastou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias devido ao descaso e incompetência em gerenciar a segurança do DF, além da conivência com os atos terroristas. A decisão foi proferida horas após invasões de terroristas bolsonaristas à sede do Tribunal e aos edifícios do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

Jornais internacionais deram destaque à invasão criminosa em Brasília e líderes de diversos países declararam apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estava visitando cidades atingidas por fortes chuvas no interior de São Paulo no momento da invasão em Brasília.

Lula se manifestou pela tarde chamando os criminosos de fascistas e vândalos, que foram “destruindo o que viam pela frente”. O presidente afirmou que as pessoas envolvidas serão identificadas e punidas, e declarou intervenção federal, criticando a falta de ação do governo do DF, responsável pela segurança na capital do país.

Bolsonaro só se pronunciou horas depois da invasão, quando tudo já estava destruído, e comparou o vandalismo golpista praticado hoje em Brasília a manifestações da esquerda ocorridas em 2013 e em 2017. Bolsonaro também disse que repudia “acusações sem prova”. Entretanto, cabe ressaltar que as manifestações que o ex-presidente faz menção não atentavam contra a democracia. As cenas vistas neste domingo na capital federal são inéditas na história democrática do Brasil.

Ministros do STF classificaram como “terroristas” os bolsonaristas que, insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. A presidente da Corte, Rosa Weber, divulgou uma nota na qual garante que o STF atuará “para que os terroristas que participaram desses atos sejam devidamente julgados e exemplarmente punidos e que o prédio histórico será reconstruído”.


Veja abaixo manifestações públicas de líderes internacionais


O presidente chileno Gabriel Boric afirmou no Twitter que “o governo brasileiro tem todo o nosso apoio diante desse ataque covarde e vil à democracia.”



A ministra das relações exteriores do Chile, Antonia Urrejola, disse que o país condena a invasão golpista em Brasília. O governo chileno soltou uma nota de apoio a Lula.

“O Governo do Chile manifesta sua profunda preocupação e contundente repúdio às graves agressões sofridas contra as sedes dos três poderes do Estado no Brasil. Ao mesmo tempo, expressa seu mais firme apoio ao Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua confiança de que as instituições brasileiras sairão fortalecidas deste ataque das forças antidemocráticas”, diz o documento.

“Finalmente, o Chile continuará a trabalhar em conjunto com toda a região em defesa da democracia, promovendo a convocação dos mecanismos multilaterais correspondentes para analisar e responder a esta situação”, completa.



O presidente colombiano Gustavo Petro disse que o “fascismo decidiu dar um golpe”. “Toda minha solidariedade a @LulaOficial e ao povo do Brasil. O fascismo decidiu dar um golpe. É urgente que a OEA [Organização dos Estados Americanos] se reúna se quiser continuar vivendo como uma instituição.”



O primeiro ministro espanhol Pedro Sanchéz também declarou apoio a Lula. “Todo meu apoio ao presidente @LulaOficial e às instituições livres e democraticamente eleitas do povo brasileiro. Condenamos categoricamente a invasão ao Congresso Nacional e fazemos um apelo pelo retorno imediato à normalidade democrática.”



O ministro das relações exteriores do México, Marcelo Ebrard, disse que o país condena qualquer ataque às instituições democráticas. “Após os acontecimentos no Brasil, expressamos o total apoio do México ao governo do presidente Lula, eleito por vontade popular. Rejeitamos qualquer atentado contra as instituições democráticas.”



O presidente do México, Andrés Manuel Obrador, disse que “Lula não está só”. “Condenável e antidemocrática a tentativa de golpe dos conservadores no Brasil incentivados pelas lideranças do poder oligárquico, seus porta-vozes e fanáticos. Lula não está sozinho, tem o apoio das forças progressistas de seu país, do México, do continente americano e do mundo.”



O ministro das relações exteriores da Argentina, Santiago Cafiero, também se manifestou. “Expressamos nossa solidariedade com @LulaOficial e levantamos nossas vozes em defesa da democracia brasileira.”



O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse que está junto com o povo brasileiro para defender a democracia. “Estamos juntos com o povo brasileiro para defender a democracia e não permitir #NuncaMais a volta dos fantasmas golpistas promovidos pela direita.”

“Aqueles que tentam desrespeitar a vontade da maioria ameaçam a democracia e merecem não só a sanção legal correspondente, mas também a rejeição absoluta da comunidade internacional”, completou.

“Como presidente da #CELAC e do #MERCOSUL, coloco os países membros em alerta para que nos unamos nessa inaceitável reação antidemocrática que está tentando se impor no Brasil.”




O ministério das relações exteriores do Equador também se posicionou no Twitter sobre a invasão golpista em Brasília. “O Equador condena os acontecimentos contra a institucionalidade no Brasil e reitera seu apoio irrestrito à democracia e ao governo legitimamente eleito.”



O presidente da França, Emmanuel Macron, tuitou em português e em francês que as “instituições democráticas devem ser respeitadas”. “A vontade do povo brasileiro e as instituições democráticas devem ser respeitadas! O Presidente @LulaOficial pode contar com o apoio incondicional da França.”




A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), composta por 33 países, também se manifestou em apoio ao governo do presidente Lula. “A Presidência Pro Tempore da CELAC manifesta seu apoio ao Governo do @LulaOficial , eleito pelo povo brasileiro, e repudia ações violentas contra as instituições democráticas brasileiras.”



A Comissão Interamericana de Direitos Humanos também repudiou os ataques golpistas em Brasília. “#Brasil🇧🇷 #CIDH repudia ataques às instituições e à violência em Brasília, que representa um atentado contra a democracia. O direito de reunião deve ser pacífico, sem armas e com estrito apego ao estado de direito. Todos os repensáveis devem ser investigados e sancionados.”



O secretário de Estado dos Estados Unidos Antony Blinken se pronunciou no Twitter condenando a invasão golpista em Brasília e apoiando Lula. “Condenamos os ataques à Presidência, ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal hoje. Usar a violência para atacar as instituições democráticas é sempre inaceitável. Nós nos juntamos @lulaoficial pedindo o fim imediato dessas ações.”



Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, afirmou no Twitter que o apoio do país “às instituições democráticas do Brasil é inabalável”.



O presidente dos EUA, Joe Biden, também se pronunciou no Twitter. “Condeno o atentado à democracia e à transferência pacífica do poder no Brasil. As instituições democráticas do Brasil têm todo o nosso apoio e a vontade do povo brasileiro não deve ser prejudicada. Estou ansioso para continuar a trabalhar com @LulaOficial.”



A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que é líder da direita radical no país europeu, também condenou a invasão golpista em Brasília neste domingo. “O que está acontecendo no Brasil não pode nos deixar indiferentes. As imagens da invasão nos gabinetes institucionais são inaceitáveis ​​e incompatíveis com qualquer forma de dissidência democrática. O retorno à normalidade é urgente e nos solidarizamos com as instituições brasileiras.”



A embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq, condenou as “violentas cenas de ataque às instituições” vistas hoje na capital federal. “Condenamos as violentas cenas de ataque às instituições hoje em Brasília. Reafirmamos nossa confiança na força da democracia do Brasil e no bom funcionamento de seu processo democrático.”



James Cleverly, ministro das relações exteriores do Reino Unido, também se pronunciou nas redes sociais sobre os atos golpistas. “As tentativas violentas de minar a democracia no Brasil são injustificáveis. Presidente @LulaOficial e o governo do Brasil contam com total apoio do Reino Unido.”



O embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, declarou apoio às instituições brasileiras. “Seguindo com grande preocupação os atos antidemocráticos e as ações violentas na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Todo o nosso apoio às instituições brasileiras. @ItamaratyGovBr @FlavioDino @rodrigopacheco @ArthurLira_.”



Josep Borrell, ministro de Assuntos Exteriores da União Europeia (chefe da diplomacia europeia), defendeu a democracia e repudiou os atos golpistas. “Consternado com os atos de violência e ocupação ilegal do bairro do governo de Brasília por extremistas violentos hoje. Suporte total para @LulaOfficial e seu governo, ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal. A democracia brasileira prevalecerá sobre a violência e o extremismo.”



O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que os atos são “indesculpáveis ​​e de natureza fascista”. “Condenamos o ataque às instituições em Brasília, que constitui uma ação condenável e um ataque direto à democracia. Essas ações são indesculpáveis ​​e de natureza fascista.”



A ministra das relações exteriores da Bélgica, Hadja Lahbib, também condenou a invasão golpista em Brasília e defendeu a democracia. “Consternado com a violência em Brasília, que lembra a invasão ao Capitólio [dos EUA]. Apelamos ao respeito pelos resultados das eleições democráticas, pelas instituições que as simbolizam e pelo Estado de direito. A democracia nunca deve ser considerada ultrapassada.”



O ministro das relações exteriores da Irlanda, Micheál Martin, condenou os atos golpistas deste domingo. “Profundamente perturbado pelas cenas na capital do Brasil, Brasília, hoje. A Irlanda condena este violento ataque às instituições democráticas e apoia plenamente @LulaOficial e a democracia brasileira.”



O ministro das relações exteriores da Áustria, Alexander Schallenberg, também apoiou Lula diante da invasão criminosa das instituições públicas em Brasília. “Condeno veementemente os ataques ultrajantes aos órgãos executivos, legislativos e judiciários no #Brasil! Tais ataques às instituições democráticas são completamente inaceitáveis. Os perpetradores devem ser responsabilizados.”



O ministro das relações exteriores de Malta, Ian Borg, declarou apoio a Lula e à democracia brasileira. “Malta condena e expressa profunda preocupação com os acontecimentos e violência relatados em Brasília e a ocupação ilegal de prédios do governo. Suporte total para @Lulaofficial e a democracia brasileira.”



O ministério das relações exteriores da Eslovênia também se pronunciou sobre os atos golpistas deste domingo. “@MZZRS acompanha com preocupação os surtos de violência em Brasília e os condena veementemente. Apoiamos as instituições brasileiras eleitas democraticamente e o presidente @LulaOfficial . Mantemos contato com nossa embaixada.”

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